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Televisor TCL 65C835

Televisor TCL 65C835

Jorge Gonçalves

7 Agosto 2022

Um Mini LED em grande


Temos já falado muitas vezes sobre a qualidade de imagem e nível de detalhe dos televisores OLED. São autoiluminados, do que resultam negros mais profundos e melhor contraste, uma vez que cada pixel poder ver a sua luminosidade ajustada num número quase infinito de passos entre zero (totalmente apagado) e 100%. Ao mesmo tempo há quem levante a questão sobre a remanescência de imagem dos painéis OLED após exposição prolongada a imagens estáticas, embora este efeito tenha sido quase eliminado nos tempos mais recentes devido a implementações ao nível do software.
Aqui há dois anos surgiu no mercado a tecnologia Mini LED, a qual se baseia igualmente na iluminação directa de cada pixel mas agora com essa função a ser atribuída a LEDs miniatura, agrupados por zonas, zonas essas que têm a possibilidade de constituir um bloco controlado globalmente pelo processador de vídeo do televisor. As primeiras televisões Mini LED tinham preços algo inacessíveis mas a TCL tem feito movimentos ousados para torná-las mais acessíveis. A gama C825, lançada em 2021, tinha já especificações tais como um painel com uma frequência de refrescamento de 120 Hz, entradas HDMI 2.1 e compatibilidade HDR. Para 2022 a TCL aposta na gama C835, com diagonais de ecrã de 55, 65 e 75 polegadas, com algumas mudanças sensíveis em relação à série anterior.  Neste teste vamos olhar em detalhe para o televisor 65C825.


Descrição técnica


O TCL 65C835 utiliza um painel Mini LED projectado para melhorar a luminosidade e o contraste. Está equipado com uma nova tecnologia de controlo de iluminação de 16 bits que permite que cada píxel seja controlado de forma independente. A TCL afirma que assim lhe é possível obter níveis de negro mais marcantes. Existe também um novo sistema de excitação directa que melhora a capacidade de resposta e permite obter uma maior uniformidade de luminosidade em toda a superfície do painel. Os Mini LEDs têm agora uma forma circular que permite reduzir bastante o efeito de halo. O painel pode reproduzir mais de um bilião de tonalidades de cor e tem uma fidelidade de cor de 97% no padrão DCI-P3. Para finalizar, o painel do 65C835 também possui uma camada Quantum Dot que melhora significativamente o brilho e a precisão das cores. A luminosidade pode atingir um valor de pico de 1 500 nit e o nível de reflexão é muito baixo, sendo assim perfeitamente possível visualizar conteúdos a partir de qualquer ângulo e mesmo em salas intensamente iluminadas.

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Ao contrário dos painéis de tecnologia IPS, o painel Mini LED do 65C835 atinge uma relação de contraste ANSI de 6000:1, o que é mesmo um resultado excepcional. A iluminação traseira FALD está dividida em mais segmentos (288), sendo assim possível controlar a luminosidade traseira em 4096 níveis e com o escurecimento local activado pode-se mesmo chegar a um nível de contraste superior a 15.000:1. Estas combinação de elevada luminosidade e excelente nível de contraste é perfeita para a visualização de conteúdos HDR.
Em termos de formatos de vídeo o 65C835 é compatível com o HDR10, HDR10+, HLG e ainda com o Dolby Vision IQ, tecnologia que ajusta automaticamente as configurações de HDR com base no conteúdo e nas condições de iluminação da sala. Um dos recursos que diferenciam o 65C835 de concorrência é sua tela de frequência de actualização de imagem de 144 Hz, algo que agradará a todos os amantes de jogos adeptos, por exemplo, do Forza Horizon 5 e do Microsoft Flight Simulator. Este televisor é igualmente compatível com a tecnologia AMD FreeSync Premium que disponibiliza baixa latência, tempos de resposta rápidos e desempenho de jogos sem paragens. As duas entradas HDMI 2.1 facilitam a ligação a uma PlayStation 5 e às consolas Xbox mais recentes para jogar jogos 4K VRR. A tecnologia TCL MEMC (Motion Estimation and Motion Compensation) reduz os sacões de movimento e oferece uma suave experiência de visualização.
Mais uma diferença notável em relação ao modelo anterior: a barra de som incluída na base do televisor desapareceu. O design de áudio continua a estar por conta da Onkyo, o que é bem evidente nos dois altifalantes inseridos no painel traseiro que reforçam o desempenho nos graves. O processador interno descodifica Dolby Atmos e pode-se fazer a passagem de conteúdos com pistas DTS-X para a saída óptica de áudio. A cor de titânio numa tonalidade fosca dá ao dispositivo uma aparência neutra e elegante
O processador de quatro núcleos ARM Cortex-A73 com 3 GB de RAM e uma GPU Mali-G52 MP encarregam-se da gestão dos diversos modos de funcionamento sendo suficientemente poderosos para disponibilizarem uma experiência de utilização suave a acessível partir do sistema operativo Android 11 da interface Google TV. As configurações do menu Google TV são bem estruturadas, possuem grupos lógicos e a navegação é muito fácil, embora alguns dos menus dos conteúdos ocupem um espaço relativamente grande no ecrã.

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