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No mundo mágico dos «sininhos» ASI-Resonator – Teste

No mundo mágico dos «sininhos» ASI-Resonator – Teste

Jorge Gonçalves

25 Fevereiro 2022

O controlo das ressonâncias feito de uma maneira original


Descansem as almas mais terra a terra, não vamos entrar por Peter Pan, pela Terra do Nunca, ou pela magia da minúscula fada Sininho. Mas lá que não vou poder evitar falar em magia, lá isso é verdade. E tudo começou aqui há uns tempos quando de uma visita ao auditório da Ajasom e o Nuno me chamou a atenção para os curiosos acessórios que se invisíveis que se encontravam colados nas paredes em várias posições. Eram umas coisas chamadas “ressoadores” e que efectuavam o controlo das ressonâncias próprias da sala e dos sons reflectidos pelas paredes, móveis e equipamentos. Achei interessante mas não me era possível tirar quaisquer conclusões da utilidade ou não da sua presença pois para isso teria que ouvir música na sala com e sem eles presentes. Mas o «bichinho» da curiosidade audiófila ficou cá deste lado e por isso aproveitei a primeira oportunidade que tive para trazer para casa um conjunto de dispositivos ASI-Resonator.

Conceitos físicos e acústicos

Antes de entrar pela descrição técnica dos dispositivos, não muito longa como irão ver de seguida, deixo aqui algumas notas sobre o modo como funciona o nosso sistema auditivo. Um som emitido chega aos nossos ouvidos através da vibração do ar e dividido em duas componentes: o som directo e os sons reflectidos. O som directo é o primeiro a chegar e de certo modo prepara o sistema auditivo, formado pelo sensor propriamente dito (o ouvido) e pelo cérebro que processa as informações dele recebidas. Um pouco depois chegam os sons reflectidos, ou reverberantes, os quais nos transmitem a sensação da existência de um palco sonoro e nos informa ainda sobre a densidade sonora do som emitido e sobre a sua complexidade. Por isso mesmo, qualquer acessório que altere de qualquer modo a densidade de sons reflectidos que recebemos (tudo o que é demais não presta, como diz o povo) provoca alterações sensíveis no modo como interpretamos os sons.

AS ResonatorenRotgold

E aquilo que a ASI desenvolveu foi um acessório formado por um pequeno tripé fixado a uma peça de madeira que serve de suporte e uma taça com quatro pequenos braços na sua superfície exterior. Os modelos Pro, para uso profissional, empregam madeira de pau-rosa do Brasil para a base e os modelos base, de utilização doméstica, recorrem a bases de madeira de bordo (carvalho silvestre). Os ressoadores são propostos em cinco modelos, os quais se distinguem uns dos outros pelo metal utilizado para fabricar a taça: Basic (Cobre), Silver, Gold, Gold Special e Platinum. Em termos de combinações possíveis a ASI propõe três possibilidades de instalação: quatro dispositivos, ficando três (um Basic, um Gold Special e um Silver) colocados na parede traseira em relação às colunas e outro, do tipo Silver, na parede por detrás do ponto de audição; seis dispositivos, caso em que se acrescentam à situação anterior dois ressoadores Silver colocados nas paredes laterais nos pontos da primeira reflexão, ou seja, perto do tecto e a meia distância entre o ponto de audição e as colunas; a configuração máxima (a que utilizei) recorre a nove ressoadores: três colocados na parede traseira em posição semelhante á que descrevei na configuração de quatro dispositivos, com o central do tipo Platinum e o de topo Gold Special, mais quatro Silver nas paredes laterais, perto das colunas – dois perto do solo e dois junto a tecto, e finalmente dois Gold, novamente nas paredes laterais nos pontos de primeira reflexão. Parece confuso quando se explica mas os diagramas e as instruções de instalação são muito claros e os ressoadores ficam instalados em pouco mais de meia hora. E a grande vantagem é que não se dá mesmo por eles, algo que não acontece de certeza com os habituais painéis acústicos.

Terminada a instalação convém fazer pequenos ajustes, até porque as taças têm dois conjuntos de “asas” dispostas a distâncias diferentes: um com uma maior proximidade entre elas e outro com um afastamento maior. A rotação da taça sobre o tripé de apoio produz efeitos a nível da amplitude da imagem espacial e da segurança do graves, por isso nada como experimentar.


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