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Wilson Audio Alexia V

Wilson Audio Alexia V

Jorge Gonçalves

23 Novembro 2022

A sagração da música


O mundo audiófilo português anda «mortinho» por se juntar em torno de eventos especiais e que mais especial pode haver que a apresentação mundial das espantosas colunas Wilson Audio Alexia V, em conjunto com electrónica verdadeiramente superlativa que vem das mãos de Robert Koda, de Kostas Metaxas e de mais grandes mestres do mundo dos «aparelhos» de áudio? Foi com este chamariz de apelo irresistível que a Imacustica chamou à sua loja da Avenida do Brasil, em Lisboa, todos os que gostam de música em Lisboa e arredores (e até de mais longe). E eles acorreram em grande n+úmero durante os dois dias que durou esta apresentação única, com o aliciante da presença de Ricardo Franassovici, da Absolute Sounds e ainda de Alan Sircom, da revista inglesa hi-fi+.

Alexia

E que prodigioso sistema estava ali para ser visto e ouvido. Sobre preços não vou falar, apenas que vão para a zona das centenas de milhares de euros, mas sobre as verdadeiras obras de arte presentes é de inteira justiça que diga algo, pelo menos sobre aquelas que são mais novidade. E começo pelas Wilson Audio Alexia V, a última obra saída da «scuderia» da Wilson, e digo scuderia porque estavam acabadas num vermelho Ferrari verdadeiramente fascinante. E por baixo dessa atraente vestimenta encontramos nada menos de 30 inovações que fazem a versão V distinguir-se das Alexia 2, lançadas em 2017, a maioria delas assentes nos novos materiais desenvolvidos por Daryl Wilson, o filho de Dave Wilson e que foram profusamente empregues nas icónicas Chronosonic XVX. Detalhando, encontramos o Material V no topo das caixas dos altifalantes de graves e médios, reduzindo as vibrações por eles emitidas, enquanto o Material S é utilizado para o acoplamento da unidade de médios. Já o Material X é utilizado profusamente em toda a estrutura de modo a melhorar o amortecimento e complementar os resultados dos imponentes reforços internos dessa mesma estrutura e da nova espessura do painel frontal. O altifalante de médios utiliza ímanes de Alnico numa configuração QuadraMag, configuração esta originalmente desenvolvida para as Chronosonic XVX, tendo a caixa onde este altifalante está integrado visto o seu volume aumentar em 6,4%. Já no caso da caixa dos graves o aumento foi de 8,8%, tudo isto em comparação com os volumes utilizados nas Alexia 2. O pórtico bass-reflex foi igualmente modificado tendo em visto o cancelamento quase completo de eventuais efeitos de turbulência. O módulo onde o tweeter encaixa foi redesenhado, tendo agora um aspecto mais aerodinâmico, sendo a unidade activa utilizada o modelo Convergent Synergy, com cúpula de fibra de carbono. O crossover utiliza uma vez mais os condensadores AudioCapX-WA, desenvolvidos e fabricados pela própria Wilson e convém não esquecer a bolha de nível sabiamente integrada no topo da caixa do altifalante de graves e que muito facilita as operações de afinação, sendo igualmente quase desnecessário referir que foram tidos todos os cuidados em termo do perfeito alinhamento temporal das diversas unidades activas. O Material V é igualmente utilizado, juntamente com o aço inoxidável, para a fabricação dos spikes especiais a que a Wilson chamou Díodos Acústicos devido ao facto de fazerem escoar as vibrações para o solo e não permitirem qualquer retorno proveniente deste, daí o nome «díodo», já que este componente electrónico apenas deixa passar a corrente num sentido.

Koda K160

Para «alimentar» do melhor modo as Alexia V foi utilizada a electrónica da linha Ten by Absolute Sounds, uma linha criada por Ricardo Franassovici e que inclui produtos fabricados pelos melhores artesãos do áudio, neste caso Robert Koda, o qual fabrica electrónica do mais alto nível com um cuidado extremo, o que faz com que a fabricação, por exemplo, de um par de monoblocos K160, apresentados pela Imacustica com as Alexia V, possa demorar até 6 meses. Cada monobloco K160 pode debitar uma potência máxima de 150 W sobre 8 ohm ou 230 W sobre 4 ohm, com uma distorção THD sempre inferior a 0,1%. Os dois K160 foram acompanhados pelo prévio Takumi K-15, bonito de ver e ouvir, e que emprega a inovadora topologia ITC para obter o som das válvulas a partir de semicondutores e conseguir uma excelente gama dinâmica de 147 dB. O controlo de volume é igualmente algo que parece um objecto de arte industrial e na sua construção utiliza-se cobre de elevada pureza e solda de prata. A sua fonte de alimentação está totalmente blindada com folha de permalloy para cancelar em absoluto qualquer tipo de radiação magnética para o exterior e as entradas e saídas estão duplicadas em termos de single-ended e balanceadas. Se me desse para começar agora uma carreira no marketing utilizaria como título principal de uma página que promovesse a electrónica de Robert Koda – «Koda, o prazer da espera», pois acho que é a que melhor define o prazer da antecipação de que já quase nos esquecemos hoje em dia, com o frenético ritmo a que os tempos modernos nos obrigam, e a diafaneidade da sua capacidade de reprodução da música.

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