NOTÍCIAS

by Jorge Gonçalves on 26 Agosto 2012 00:13Premios EISA 2012-2013

Os melhores da Europa estão aí.

Prémios EISA 2012-2013

Os suportes cada vez são menos físicos

Como cada vez se diz mais entre nós, no mundo do som e da imagem assistimos cada vez mais a uma «mudança de paradigma». E em que consiste isso? Pois fundamentalmente no facto de os formatos de suporte serem cada vez menos físicos, com o streaming a ocupar uma posição cada vez mais importante e, em concomitância, na cada vez maior possibilidade de usufruirmos dos nossos conteúdos preferidos em qualquer localização geográfica e em qualquer momento que nos pareça conveniente.
Os tempos actuais implicam realmente mudanças em muitos aspectos que durante anos e anos nos pareceram ser dados adquiridos e que, como tal, se iriam manter por largos períodos de tempo, e isto em quase todos os domínios da nossa vida do dia-a-dia. Por que razão tal não teria de acontecer igualmente com a maneira como apreciamos os conteúdos de som e imagem? O que isto significa é que os suportes físicos, ou seja, os famosos discos prateados, são cada vez menos importantes e uma boa parte dos consumidores opta por fazer o streaming do ficheiro na altura em que pretende usufruir dele, deixando este de estar inserido num suporte físico que tenha de ser transportado. Ao mesmo tempo, tal implica, no caso do áudio, que o formato do ficheiro em si deixa de ser fixo e imutável e podemos agora optar por transportar connosco, numa memória flash, num telemóvel ou num outro equipamento móvel, ficheiros comprimidos com maior ou menor qualidade, e ter acessível num sistema de áudio doméstico esses mesmos ficheiros (ou outros) com maiores resoluções, indo mesmo até aos 24 bit/192 kHz.
Claro que tudo isto implica igualmente uma mudança de hábitos e mesmo uma habituação a fontes de som e imagem tais como os servidores NAS, que para alguns poderão ainda ser algo estranhos e inseridos num mundo (o dos computadores) que até há pouco tempo era olhado com suspeição por parte dos entusiastas mais puristas. Mas onde pensam esses entusiastas que são produzidos os masters que dão origem aos discos que tanto apreciam ver/ouvir nos seus sistemas? Claro que são igualmente trabalhados e editados em computadores, essas máquinas poderosas que de um modo quase insidioso se imiscuíram em todos os campos do som e da imagem a partir do momento em que o digital tomou conta das nossas vidas. Um televisor, um conversor D/A ou mesmo um telemóvel têm hoje no seu interior processadores altamente poderosos, ligados a amplas capacidades de memória e controlados por sistemas operativos cada vez mais «amigáveis», que escondem dos olhares imediatos o facto de no fundo termos na nossa frente um computador que não é tão diferente assim daqueles que utilizamos nas nossas actividades profissionais.
Como organização moderna e esclarecida que é, a EISA não podia ficar alheia a esta realidade e é assim que, na sequência da nossa assembleia geral que teve lugar este ano em Dusseldorf, na Alemanha, os prémios EISA 2012-2013 incluem categorias que reflectem cada vez mais a realidade atrás descrita, abrangendo uma vasta panóplia de equipamentos que integram as últimas tecnologias, mas que nunca deixam de ter em conta o objectivo final que é o de ter a melhor qualidade de reprodução possível a um determinado preço. Essa é a nossa garantia desde há trinta anos e que nos tem assegurado um prestígio e reconhecimento insofismáveis.

» Próxima página (Página 2 - 2/8)