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by Jorge Gonçalves on 25 Janeiro 2012 01:15CES 2012 em Las Vegas . 2.ª parte

O mundo da imagem

E o Crystal LED TV também

Já a Sony apontou numa direcção diferente, ao apresentar aquilo que designa por Crystal LED TV. Durante algum tempo criou-se no ar a ideia de que este seria um nome diferente para um outro televisor OLED, até porque a dimensão do ecrã (55 polegadas de diagonal) era exactamente igual á das outras duas propostas. No entanto, alguma investigação «nos bastidores», seguida do lançamento posterior de um press-release mais clarificador, permitiu concluir que estamos neste caso perante uma evolução da tecnologia LED Direct, utilizada pela primeira vez há cerca de 6 anos no televisor LCD de 46 polegadas da então linha de topo Qualia, entretanto descontinuada. Os LED que formam os pontos de imagem num total de 6 milhões (!), são montados directamente na parte frontal do painel, do que resulta uma melhoria de até 3,5 vezes na relação de contraste, uma gama de reprodução de cores 1,4 vezes maior e um tempo de resposta 10 vezes melhor. Este lançamento não quer dizer que a Sony não continue a desenvolver por si própria a tecnologia OLED uma vez que, nas palavras do responsável global pela TV a nível mundial, ambas as tecnologias existirão em paralelo. Seria natural que, perante um número tão elevado de LED’s, o consumo fosse mais elevado que num televisor normal com retroiluminação a LED, o que não acontece aqui, uma vez que a Sony anuncia um valor próximo de 70 W para a potência do televisor. Do mesmo modo, e embora nem sequer essa situação não tenha sido mencionada na conferência de imprensa por Howard Stringer, a Sony tinha nada menos de três protótipos de televisão 3 D sem necessidade de óculos em exposição. A informação sobre eles era quase nula, datas de lançamento no domínio dos deuses mas os resultados eram promissores.
Impressionante mesmo foi o visionamento que consegui fazer, apesar das grandes e permanentes bichas à porta do auditório da Sony, do novo projector Sony VPL-VW1000, com uma resolução 4K. É um produto magnífico, com um preço a condizer (25000 dólares US), com ajustes automáticos para diversos formatos de imagem e que incorpora um scaler interno para conversão de imagens Full HD para a resolução 4K, em face do número extremamente reduzido de originais 4K (isto embora o novo leitor de Blu-ray BDP-S780, também da Sony. Inclua igualmente um scaler deste género). A relação de contraste é de 1 000 000:1 e aquilo que pude ver no auditório da Sony deixou-me a mim e a todos os presentes perfeitamente siderados, tipo «eu quero uma coisa destas já lá para a minha casa».
Mas nem só de televisores de novas tecnologias viveu o CES 2012. A Sharp apontou numa direcção diferente, ao anunciar o lançamento para breve de uma ampla gama de televisores de grande ecrã, com nada menos de 20 modelos com diagonais de ecrã entre as 60 e as 80 polegadas, a maioria deles com capacidades 3D. Todos eles incorporam as novas funções disponibilizadas através da interface SmartCentral, bem como utilizam a tecnologia Quad Pixell Plus II nos seus painéis. Nos EUA, a Sharp vai igualmente implementar um serviço de atendimento telefónico que ajudará os consumidores na escolha do televisor mais adequado e ainda a definir qual a melhor maneira de usufruir das suas capacidades. Interessante ainda o novo projector 3D com a referência XV-Z30000, de tecnologia DLP. Mas o que causou bastante espanto nos visitantes foi a apresentação da linha Elite, embora ela não seja uma novidade absoluta. Este nome foi utilizado durante muitos anos pela Pioneer para identificar os seus produtos de áudio e vídeo topo de gama no mercado americano. A parceria entre a Sharp e a Pioneer permite que a designação Elite possa ser utilizada pela Sharp nos sue televisores LCD. Para já temos dois modelos, com 60 e 70 polegadas de diagonal e a qualidade de imagem é espantosa, com níveis de negro quase difíceis de acreditar para ecrãs LCD.
A Panasonic, por seu lado, apostou no alargamento da sua linha de televisores LCD, apostando na tecnologia IPS e na retroiluminação a LED (14 dos 16 novos modelos recorrerão ao LED como dispositivo de iluminação traseira).  A nova linha de topo WTS50 tem modelos com dimensões de 47 e 55 polegadas de diagonal, os quais integram os últimos desenvolvimentos da tecnologia VIERA Connect, têm um consumo reduzido e melhoram a qualidade de imagem como os ecrãs Clear Panel Pro.
Para além desta linha de topo, a Panasonic apresentou ainda as gamas DT50, ET5, E50, E5, X5, C5 e U5. Em todas estas situações, a Panasonic integrou os seus últimos desenvolvimentos na produção de painéis LCD, as quais permitem melhorar os níveis de negro, bem como conseguiu uma vez mais reduzir de maneira significativa o consumo dos televisores. Interessante ainda o facto de a Panasonic ter passado a utilizar a tecnologia passiva para algumas das suas propostas 3D (as de preço mais acessível). E o plasma não foi igualmente esquecido, com a apresentação de nada menos de 17 novos modelos, 16 dos quais utilizarão óculos activos para o 3D.
A Toshiba centrou grande parte dos seus esforços na interface entre os diversos equipamentos da marca, nomeadamente os tablets e os PCs, com os seus televisores. Destaque ainda para os televisores de alta definição (4 K ou Quad Full HD) e para um novo modelo com Media Guide, para aceder a uma rica variedade de conteúdos e serviços, bem como na introdução do modelo, que já tinha sido apresentado na IFA, de televisor que permite ver TV em 3D sem necessidade de óculos.

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