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by Jorge Gonçalves on 20 Janeiro 2012 23:25CES 2012 - a festa

Reportagem do CES 2012-1ª parte

Mark Levinson está de regresso

Outro som fabuloso foi o que ouvi no sistema que Mark Levinson, um nome reverenciado por muitos dos que se dedicam ao áudio high-end e que se pode dizer que quase inventou este conceito. Mark é um amigo dos velhos tempos (ainda há pouco tempo vi um DVD com imagens de uma entrevista que lhe fiz quando da sua última presença em Portugal, quando era ainda responsável pela Cello e estava casado com Kim Cattrall) e assim que me viu na sala da Intersil, onde eu apreciava a última evolução do seu sistema D2 que irá ser incluído em circuitos integrados daquela marca, não me largou mais enquanto eu não acedi em ir ouvir o sistema Daniel Hertz, a sua nova marca, o qual estava instalado numa suite do hotel Bellagio. Lá atravessei Las Vegas numa limousine que estava às suas ordens e juntei-me no hotel a Dick Olsher, um outro conhecido de há uns anos que agora trabalha para Robert Harley no site The Perfect Vision. O sistema era constituído pelas colunas Daniel Hertz (a nova marca de Mark Levinson), modelo M1, com electrónica igualmente da Daniel Hertz (quatro monoblocos, em bi-amplificação, e um prévio) e a fonte era o servidor de áudio Olive 6HD. Ouvi desde Eva Cassidy (What a Wonderful World), a Rubinstein e a uma jovem pianista de 14 anos que tocou num concurso em Moscovo e que verdadeiramente encantou, quer ao vivo, quer ali naquela sala de um belo hotel de Las Vegas. De igual modo, ouvi ainda diversos trechos retirados de um trabalho feito por Mark Levinson em conjunto com José Andrade, um tenor de ópera, na cidade de Veneza. Os trechos originais tinham sido interpretados na ópera de Veneza em diversos concertos que nela tiveram lugar e fruam compilados num conjunto de 25 CD’s de que Mark me ofereceu um conjunto. Os lucros das vendas dos CD’s serão utilizados na recuperação da ópera de Veneza, Cóias que realmente vale a pena, até porque pelo menos a acústica deve ser de alto nível, a julgar pela interpretação que ouvi da Chegada da Rainha do Sabá. As vozes eram de uma naturalidade quase incrível e os pés dos bailarinos eram perfeitamente audíveis quando estes se deslocavam ao longo do estrado do palco. Mais uma vez, assim vale a pena ouvir música. Mark, nos seus exageros, dizia que aquele é que era o verdadeiro sistema, todos os outros eram bebés ao lado dele. Mas lá que tocava muito bem, isso ninguém pode contrariar.
Vou deixar por aqui esta primeira parte da reportagem, até porque não quero que ela fique longa de mais. Mas espero que esta primeira abordagem seja suficiente para criar água na boca a todos os que gostam de áudio de qualidade.