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by Jorge Gonçalves on 20 Janeiro 2012 23:25CES 2012 - a festa

Reportagem do CES 2012-1ª parte

O melhor som do show

Mas aquele que era mesmo o melhor som do show estava noutra sala do 35.º piso, local onde pontuavam mais umas Wilson, neste caso as MAXX 3, acolitadas por um par de monoblocos Lamm ML3 com cablagem Kubala-Sosna (mais um fabricante que estava por quase tudo quanto era sítio) e, facto de não somenos importância, tendo na altura como fonte o gira-discos Onedof LCC equipado com uma cabeça de leitura da Zyx. O gira-discos é uma verdadeira obra-prima em termos mecânicos, tendo a sua designação origem no conceito de um único grau de liberdade de movimento posto em acção pelo seu projectista, Aleks Bakman, um engenheiro que trabalhou na NASA. Não vou aqui esmiuçar a tecnologia de fabricação deste gira-discos mas avanço apenas que uma das suas originalidades é a utilização de um veio auto-centrante que se apoia numa suspensão líquida.
Apenas para ficarem com uma ideia do que este sistema me entusiasmou, digo-vos que fiquei sentado durante todo o tempo que durou o movimento Allegro Ma Non Troppo. A gravação era uma RCA Red Seal, com a orquestra sinfónica de Boston, conduzida por Charles Munch, com Jascha Heifetz como solista. Os sons do violino eram pura e simplesmente maravilhosos, toda a orquestra tinha uma imponência verdadeiramente sumptuosa, era todo um jorrar de sons líquidos, sem qualquer sinal de constrangimento em termos dinâmicos. Foram 25 minutos verdadeiramente inebriantes, seguidos de longos minutos de conversa com a esposa de Aleks Bakman, de uma simpatia verdadeiramente cativante. São momentos destes que compensam as horas e horas de trabalho que nos enchem os dias quase por completo. Aqui fica mais uma belíssima memória para juntar ao meu «recordatário».

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